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C

Capa do Album Drês (2009), de Nando Reis e os Infernais
  1. Conta

    Desde o dia que perdi minha mãe
    Eu me perdi de mim também
    Perdi no mundo o que era o mundo meu
    - minha mãe
    E eu não sei o que sou sem ela
    Só sei que ela me deixou
    Por que ela me deixou?
    Por que ela me deixou?
    Ela me deixou
    Por que ela me deixou?
    Nesse dia, o dia em que eu perdi minha mãe
    Eu me dei conta que eu estava só por minha conta
    Mesmo tendo o meu pai, esse que eu amo
    A minha conta não fecha
    Essa conta nunca mais fechou
    Nunca mias fechou
    Nunca mais fechou
    Essa conta não se fecha
    Nunca mais fechou
    Estou aqui, estou aqui, fiquei aqui
    Você não está, você não está, não está mais
    Eu quero te ver, quero te ver, para te ver
    É preciso sonhar.
    E a partir desse dia, desse dia em diante
    Minha alegria se transformou
    Minha família aumentou bastante
    Sou pai de cinco filhos
    Mas um filho-pai apenas, criança sou
    Uma criança sou
    Uma criança sou
    Uma criança sou
    Uma criança sou

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  2. Como se o mar

    Composição: Nando Reis

    Quando eu vi as fotos da casa
    Tudo se esclareceu
    Tudo se acalmou
    Como se o mar
    Entrasse em casa
    Lavasse as mágoas
    E nos trouxesse calma

    Quando eu vi as fotos da casa
    Tudo se esclareceu
    Tudo se acalmou
    Como se o mar
    Entrasse em casa
    Lavasse as mágoas
    Nos trouxesse calma
    E a paz, a paz que há na gente
    E subitamente se esvai
    Quando a mente se perde ausente
    E quase naufraga
    Essa pequena jangada
    Que viaja nesse mar
    Eu levei pra casa
    Você me trouxe em casa
    Eu reencontrei
    A paz, a paz que há na gente
    E subitamente se esvai
    Quando a mente se perde ausente
    E quase naufraga
    Essa pequena jangada
    Que viaja nesse mar
    Que entrou lá em casa
    E nos trouxe a calma
    E deixou suas mágoas pra trás
    O que há com a gente?
    Por que é que a gente
    Não fica em paz
    No nosso lar, com a nossa gente?
    Por que é que a gente não casa?
    Você quer se casar?

    Você quer se casar?

    Você quer se casar?

    Você quer se casar?

    Você quer se casar?

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  3. Caneco 70

    Composição: Nando Reis

    Tudo começou em Goiânia
    Depois um beijo em Lauro de Freitas
    Eu estava vindo de Uberlândia
    E te encontrei ainda um pouco bêbado
    Tocamos numa tenda de circo
    No autódromo, uma festa surreal
    No meio do show fiz um discurso
    Dizendo que as borboletas te faziam infernal
    Deitados juntos pela primeira vez
    E o dia seguinte foi tão gostoso
    Que parece que ainda não terminou

    Não sei quantas vezes te deixei bem triste
    Não sei se comigo foi feliz, ou não
    Não sou exatamente o cara mais fácil que existe
    Mas posso te dizer que para sempre
    Te trarei dentro do meu coração

    De lá fomos pra Ribeirão Preto
    No dia 12 quando já namoravamos
    O show foi dentro de um shopping center
    E na batera estava o Maurão
    Ganhei uma calça de veludo preto
    Que ainda hoje é muito larga
    Tivemos que acordar muito cedo
    Você tão linda, sempre gostou da estrada
    O amor as vezes não tem segredo
    É um pasto imenso e verde
    Cheio de muitas vacas

    Passamos voando por Campo Grande
    E uma camisa nova tirei da mala
    Fizemos amor no calor mais intenso
    De manhã, e de tarde e de novo de madrugada
    Depois na praia de Fortaleza
    Te contei um segredo que te deixou bem brava
    Voltamos pro hotel num clima tão tenso
    Você queria ir embora pra casa
    Mas como sempre, eu te mostrei o outro lado do medo
    E você me mostrou que gostava de ser notificada

    Não sei quantas vezes te deixei muito triste
    Não sei se comigo foi feliz, ou não
    Não sou exatamente o cara mais fácil que existe
    Mas posso te dizer que para sempre
    Te trarei dentro do meu coração

    Em Porto Alegre nossa vida definitivamente mudou
    Todas as vezes que pisamos na cidade
    Uma paixão que sempre me acompanhou
    E a grande tentação de minha outra metade
    Sei que não devia nunca ter feito aquilo
    Meu pai estava dentro da sua casa
    Não sei exatamente porque fiz aquilo
    Só sei que foi uma puta d’uma cagada
    Você tem toda razão de ficar repetindo
    Porque você manchou a nossa colcha sagrada

    Rio de Janeiro é a sua cidade
    E aquele apartamento para mim é o Leblon
    É tão lindo ver o mato sobre a copa das árvores
    E as amendoeiras encobrindo o chão
    Em plena quarta-feira ir no cinema bem tarde
    Comprar pãozinho quente pro café da manhã
    Com queijo e manteiga na cozinha sentados
    Eu lendo jornal e você falando ao telefone
    Teriamos futuro se eu não fosse um selvagem
    E passeariamos velhinhos em pleno domingo no calçadão

    Não sei quantas vezes te deixei bem triste
    Não sei se comigo foi feliz, ou não
    Não sou extamente o cara mais fácil que existe
    Mas posso te dizer que para sempre
    Te trarei dentro do meu coração

    Em São Paulo eu nasci, eu cresci, eu morrerei
    Cidade feliz, cinza e linda em sua desobediência
    Da Santa Cristina pra Agostinho, Candú
    Da Vila do Itaim, pra Vila Madalena
    Eu acho muito triste ver os rios poluidos
    Eu acho lindo ver o meu time entrando em campo
    Eu acho que nasci procurando o infinito
    E acho que nasci sem muita paciência
    Meus filhos são os cílios que protegem meus olhos
    Sou filho de Cecília e de Zé carlos, já vou indo
    Me dá licença

    Não sei quantas vezes te deixei bem triste
    Não sei se comigo foi feliz, ou não
    Não sou extamente o cara mais fácil que existe
    Mas posso te dizer que para sempre
    Te trarei dentro do meu coraçã

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  4. Cegos do castelo

    Composição: Nando Reis

    Eu não quero mais mentir
    Usar espinhos
    Que só causam dor
    Eu não enxergo mais o inferno
    Que me atraiu
    Dos cegos do castelo
    Me despeço e vou
    A pé até encontrar
    Um caminho, um lugar
    Pro que eu sou…

    Eu não quero mais dormir
    De olhos abertos
    Me esquenta o sol
    Eu não espero que um revólver
    Venha explodir
    Na minha testa se anunciou
    A pé a fé devagar
    Foge o destino do azar
    Que restou…

    E se você puder me olhar
    Se você quiser me achar
    E se você trouxer o seu lar…

    Eu vou cuidar
    Eu cuidarei dele
    Eu vou cuidar
    Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
    Do seu jardim…

    Eu vou cuidar
    Eu cuidarei muito bem dele
    Eu vou cuidar
    Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
    Eu cuidarei do seu jantar
    Do céu e do mar
    E de você e de mim…

    Eu não quero mais mentir
    Usar espinhos
    Que só causam dor
    Eu não enxergo mais o inferno
    Que me atraiu
    Dos cegos do castelo
    Me despeço e vou
    A pé até encontrar
    Um caminho, um lugar
    E pro que eu sou
    Oh! Oh! Oh! Oh!…

    E se você puder me olhar
    Se você quiser me achar
    E se você trouxer o seu lar…

    Eu vou cuidar
    Eu cuidarei dele
    Eu vou cuidar
    Ah! Ah! Ah! Ah!
    Do seu jardim…

    Eu vou cuidar
    Eu cuidarei muito bem dele
    Eu vou cuidar
    Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!
    Eu cuidarei do seu jantar
    Do céu e do mar
    E de você e de mim
    Oh! De mim!
    E você e de mim
    E de você e de mim…

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