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Sim e Não - Nando Reis e Os Infernais (2006)

Capa do Album Sim e Não - Nando Reis e Os Infernais (2006), de Nando Reis e os Infernais
  1. Sim

    Composição: Nando Reis

    SIM
    Desde que eu te vi
    eu te quis
    Eu quis te raptar
    Eu fiz um altar
    Pra te receber
    Como um anjo
    Que caiu
    lá do céu
    Não estava voando
    Andando
    Distraiu-se

    SIM
    E agora?
    Eu quero voltar lá do céu
    Eu quero estar de volta
    Eu quero ter você quando estiver de volta
    Eu quero você para mim
    Não dou
    Pra ficar só,
    sim

    SIM
    Desde que eu te vi
    eu te quis
    Eu quis te raptar
    Eu fiz um altar
    Pra te receber
    Como um anjo
    Que caiu
    lá do céu
    Não estava voando
    Andando
    Distraiu-se

    SIM
    E agora?
    Eu quero voltar lá do céu
    Eu quero estar de volta
    Eu quero ter você quando estiver de volta
    Eu quero você para mim agora

    Eu quero voltar lá do céu
    Eu quero estar de volta
    Eu quero ter você quando estiver de volta
    Eu quero você para mim

    Não dou
    Pra ficar só,
    sim,
    não dou,
    não

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  2. Sou dela

    Composição: Nando Reis

    Esperei por tanto tempo
    Esse tempo agora acabou
    Demorou mas fez sentido
    Fez sentido que chegou…

    Eu pensei
    Que fosse nunca
    Mas agora já se foi
    Nunca mais parece triste
    Triste eu era
    Agora passou…

    Porque eu estou com ela
    Sou dela, sem ela
    Não sou!
    Porque eu preciso dela
    Só dela, com ela
    Eu vou!

    Sempre olhei
    À mim nos outros
    Estava em toda a multidão
    Sendo muito e tendo pouco
    Dando muita explicação…

    Eu quero olhar
    Prá esse mundo
    Ver o mundo em seu olhar
    Quero ser, te quero muito
    Ficar junto e respirar…

    Porque eu estou com ela
    Sou dela, sem ela
    Não sou!
    Porque eu preciso dela
    Só dela, com ela
    Eu vou!

    Estava tão longe
    Num outro lugar
    Trancado e distante
    Na esfera lunar
    Na superfície
    Ou no deserto
    No asfalto ou no avião
    Na prateleira
    De um depósito
    Na cordilheira
    Num vulcão…

    Não vou te inundar!
    Não vou te inundar!
    Não vou te inundar!
    Não vou te inundar!

    A alegria é um presépio
    A tristeza é tentação
    Três Marias de um mistério
    A surpresa em procissão
    Trocaria a eternidade
    Pela noite que chegou
    Luz do dia realidade
    De mãos dadas eu estou…

    Porque eu estou com ela
    Sou dela, sem ela
    Não sou!
    Porque eu preciso dela
    Só dela, com ela
    Eu vou!…

    Nã nã nã nã nã nã nã!
    Nã nã nã nã nã nã nã!
    Nã nã nã nã nã nã nã!
    Nã nã nã nã nã nã nã!
    Nã nã nã nã nã nã nã!
    Nã nã nã nã nã nã nã!
    Nã nã nã nã nã nã nã!
    Nã nã nã nã nã nã nã!

    Porque eu estou com ela
    Sou dela, sem ela
    Não sou!
    Porque eu preciso dela
    Só dela, com ela
    Eu vou!…

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  3. N

    Composição: Nando Reis

    E agora, o que eu vou fazer?
    Se os seus lábios ainda estão molhando os lábios meus?
    E as lágrimas não secaram com o sol que fez?

    E agora como posso te esquecer?
    Se o seu cheiro ainda está no travesseiro?
    E o seu cabelo está enrolado no meu peito?

    Espero que o tempo passe
    Espero que a semana acabe
    Pra que eu possa te ver de novo

    Espero que o tempo voe
    Para que você retorne
    Pra que eu possa te abraçar
    E te beijar
    De novo

    E agora, como eu passo sem te ver?
    Se o seu nome está gravado no
    Meu braço como um selo?
    Nossos nomes que tem o “N”
    Como um elo

    E agora como posso te perder?
    Se o teu corpo ainda guarda o
    Meu prazer?
    E o meu corpo está moldado com o teu?

    Espero que o tempo passe
    Espero que a semana acabe
    Pra que eu possa te ver de novo

    Espero que o tempo voe
    Para que você retorne
    Pra que eu possa te abraçar

    Espero que o tempo passe
    Espero que a semana acabe
    Pra que eu possa te ver de novo

    Espero que o tempo voe
    E que você retorne
    Pra que eu possa te abraçar
    E te beijar
    De novo
    De novo…de novo…de novo…

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  4. Monóico

    Composição: Nando Reis

    Aparte aquilo que a gente quer
    Eu sou um homem, você é uma mulher
    Se estou com fome você me traz uma colher
    E eu me alimento

    Mas na verdade isso tanto faz
    Sou só metade se você é meu par
    Eu só queria com você me casar
    E você me completa

    Eu sou um antúrio, você é um ibísco
    Eu quero tudo e sempre tudo coloco em risco
    E num mergulho eu acho que sou seu marido
    E eu me afogo

    Sinto seu dedo mas não vejo a sua mão
    Não sinto medo quando estou deitado olhando pro chão
    E o meu relevo ofereço pra sua visão
    E você me afaga

    Quero que sua língua lamba o meu corpo nú
    E que o meu sexo te dê todo o céu azul
    Nas suas pernas se encrava o tesouro do meu baú
    E eu te abuso

    Me dê seu leite como meu licor
    Me dê seus peitos cheios de amor
    Me dê um beijo sem nenhum pudor
    E você me penetra

    Raspe meu sal como um animal
    Use sua boca me faça seu fio dental
    Solte meu cinto, dou seu guia e farol
    E eu te ilumino

    Diga seu nome que eu revelo minha identidade
    Mate minha fome que eu farei tuas vontades
    Uma esfinge cercada por três piramides
    E Você me enterra

    Sou sua sombra, seu espelho, sua ilusão
    Você é meu leito, minha onda, minha missão
    Não temos tempo precisamos de solução
    E quem é que espera?

    Temos dois lados, pois temos frente e verso
    Me queira inteiro assim te imploro e peço
    Sou mais que o avesso sou seu fogo seu forro seu ferro
    E eu te engulo

    Eu sou um homem você é uma mulher
    Você me come porque eu quero ser sua mulher
    E eu quero o homem que come essa mulher
    Será que você me entende?

    E finalmente restaremos só osso e pó
    Sejamos homens, mulheres, qualquer um de nós
    Pois fatalmente terminaremos sós
    Mas você: a quem pertence?

    Você pertence à você

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  5. Nos seus olhos

    Composição: Nando Reis

    Olhe nos meus olhos
    E diga o que você
    Vê quando eles vêem
    Que você me vê

    Olho nos seus olhos
    E o que eu posso ler
    Que eles ficam melhores
    Quando eles me lêem

    Eu leio as suas cartas
    Eu vejo a letra
    Meu Deus que homem forte
    Que me contempla

    Sou sua mas não posso ser
    Sou seu mas ninguém pode saber
    Amor eu te proíbo
    De não me querer

    Olho nos seus olhos
    E sinto que você
    Faz eles brilharem
    Como astro rei

    Olhe nos meus olhos
    E o que você vai ver
    Seu rosto iluminado
    A lua de um além

    Eu leio as suas asas
    Borboletas
    Meu Deus que linda imagem
    Me atormenta

    Sou seu mas eu não posso ser
    Sou sua mas ninguém pode saber
    Amor eu te proíbo
    De não me querer

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  6. Santa Maria

    Composição: Nando Reis

    Quando você calçou as botas
    E completamente linda apareceu
    O céu desceu quebrando o
    teto do teatro
    E assim foi que Santa Maria
    nos conheceu
    Eu no palco e os passos seus
    Os saltos não sabiam que
    dançariam a valsa
    E eu me lembro do seu rosto
    No meu ombro
    Fez um horizonte
    Pro Sol que já não havia
    Se foi com o dia
    Por trás dos morros
    Ficou pra sempre
    Dentro
    No meu corpo
    O seu corpo
    Me esquecendo em sua pele
    O amor nos convidou
    E nós dois dissemos que sim

    Depois você tirou as botas
    E completamente linda adormeceu
    O sono é a poesia com um texto tátil
    E assim foi que de Santa Maria
    nos separamos
    E ela ali permaneceu
    Embarcamos pra fazer a
    última viagem
    E eu me lembro do seu rosto
    Do seu gosto
    Dos seus dedos
    Que entre os meus
    Se confundiam
    E pareciam
    Ser um do outro
    entrou pra sempre
    Dentro
    Do meu corpo
    O seu corpo
    Se escrevendo em minha pele
    O amor nos perguntou
    E nós dois dissemos que fim

    Quando você calçou as botas
    E completamente linda apareceu
    O céu desceu quebrando o
    teto do teatro
    E assim foi que Santa Maria
    nos conheceu
    Eu no palco e os passos seus
    Os saltos não sabiam que
    dançariam a valsa
    E eu me lembro do seu rosto
    No meu ombro
    Fez um horizonte
    Pro Sol que já não havia
    Se foi com o dia
    Por trás dos morros
    Ficou pra sempre
    Dentro
    No meu corpo
    O seu corpo
    Me esquecendo em sua pele
    O amor nos convidou
    E nós dois dissemos que sim

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  7. Espatódea

    Composição: Nando Reis

    Minha cor
    Minha flor
    Minha cara

    Quarta estrela
    Letras, três
    Uma estrada

    Não sei se o mundo é bom
    Mas ele está melhor
    desde que você chegou
    E perguntou:
    Tem lugar pra mim?

    Espatódea
    Gineceu
    Cor de pólen

    Sol do dia
    Nuvem branca
    Sem sardas

    Não sei se o mundo é bom
    Mas ele está melhor
    desde que você chegou
    E explicou
    O mundo pra mim

    Não sei se esse mundo está são
    Mas pro mundo que eu vim já não era
    Meu mundo não teria razão
    Se não fosse a Zoé

    Espatódea
    Gineceu
    Cor de pólen

    Sol do dia
    Nuvem branca
    Sem sardas

    Não sei quanto o mundo é bom
    Mas ele está melhor
    desde que você chegou
    E explicou
    O mundo pra mim

    Não sei se esse mundo está são
    Mas pro mundo que eu vim já não era
    Meu mundo não teria razão
    Se não fosse a Zoé

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  8. Para luzir o dia

    Composição: Nando Reis

    Casa pra morar,
    Boca pra beijar,
    Chão para pisar, cama.

    Bolo pra comer,
    Bola pra bater,
    Olho para ver tudo.

    Sol para luzir o dia,
    Céu para cobrir o mundo,
    Som para ouvir,
    Sono pra durmir.

    Gente pra nascer,
    Tempo pra crescer,
    Jeito pra viver sempre.

    Mão pra segurar,
    Mãe pra abraçar,
    Pai para brincar muito.

    Sol para luzir o dia,
    Céu para cobrir o mundo,
    Som para ouvir,
    Sono pra durmir.

    Para a letra a,
    Sim é pra você,
    Não quero morrer, luto.

    Pele pra queimar,
    Pêlo pra aquecer,
    Beijo para ser simples.

    Sol para luzir o dia,
    Céu para cobrir o mundo,
    Som para ouvir,
    Sono pra durmir.

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  9. Como se o mar

    Composição: Nando Reis

    Quando eu vi as fotos da casa
    Tudo se esclareceu
    Tudo se acalmou
    Como se o mar
    Entrasse em casa
    Lavasse as mágoas
    E nos trouxesse calma

    Quando eu vi as fotos da casa
    Tudo se esclareceu
    Tudo se acalmou
    Como se o mar
    Entrasse em casa
    Lavasse as mágoas
    Nos trouxesse calma
    E a paz, a paz que há na gente
    E subitamente se esvai
    Quando a mente se perde ausente
    E quase naufraga
    Essa pequena jangada
    Que viaja nesse mar
    Eu levei pra casa
    Você me trouxe em casa
    Eu reencontrei
    A paz, a paz que há na gente
    E subitamente se esvai
    Quando a mente se perde ausente
    E quase naufraga
    Essa pequena jangada
    Que viaja nesse mar
    Que entrou lá em casa
    E nos trouxe a calma
    E deixou suas mágoas pra trás
    O que há com a gente?
    Por que é que a gente
    Não fica em paz
    No nosso lar, com a nossa gente?
    Por que é que a gente não casa?
    Você quer se casar?

    Você quer se casar?

    Você quer se casar?

    Você quer se casar?

    Você quer se casar?

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  10. Pra ela voltar

    Composição: Nando Reis

    Desde que ela foi embora, nada mais funcionou
    O galo canta muito antes da aurora,e a roupa ainda não secou.
    Mesma lua que brilhava lá fora
    uma núvem de chuva apagou
    O apito do guarda noturno assopra só pra me
    lembrar que acabou.
    O muro separa o mundo lá fora.A água do poço
    secou.O vidro embassa se meus lábios encostam
    um beijo que não me tocou.

    Refrão:
    Diga que é pra ela voltar
    que sem ela eu não faço nada bem,
    que duas pessoas não deixam de amar,
    que uma pessoa só não conta que uma pessoa só não é ninguém.

    Escuto um barulho num silêncio que chora não
    reconheço esse som, não ouço o riso que ouvia outrora
    pois seu sorriso ela levou.Eu entro sozinho e fecho a
    porta, acendo a luz e não encontro mais niguém.
    Os móveis antigos que morrem na sala estão só pra
    me lembrar que acabou.

    Refrão:
    Diga que é pra ela voltar
    que sem ela eu não faço nada
    bem, que duas pessoas não deixam de amar,
    que uma pessoa só não conta que uma pessoa só não é ninguém.
    Não é ninguém.

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  11. Caneco 70

    Composição: Nando Reis

    Tudo começou em Goiânia
    Depois um beijo em Lauro de Freitas
    Eu estava vindo de Uberlândia
    E te encontrei ainda um pouco bêbado
    Tocamos numa tenda de circo
    No autódromo, uma festa surreal
    No meio do show fiz um discurso
    Dizendo que as borboletas te faziam infernal
    Deitados juntos pela primeira vez
    E o dia seguinte foi tão gostoso
    Que parece que ainda não terminou

    Não sei quantas vezes te deixei bem triste
    Não sei se comigo foi feliz, ou não
    Não sou exatamente o cara mais fácil que existe
    Mas posso te dizer que para sempre
    Te trarei dentro do meu coração

    De lá fomos pra Ribeirão Preto
    No dia 12 quando já namoravamos
    O show foi dentro de um shopping center
    E na batera estava o Maurão
    Ganhei uma calça de veludo preto
    Que ainda hoje é muito larga
    Tivemos que acordar muito cedo
    Você tão linda, sempre gostou da estrada
    O amor as vezes não tem segredo
    É um pasto imenso e verde
    Cheio de muitas vacas

    Passamos voando por Campo Grande
    E uma camisa nova tirei da mala
    Fizemos amor no calor mais intenso
    De manhã, e de tarde e de novo de madrugada
    Depois na praia de Fortaleza
    Te contei um segredo que te deixou bem brava
    Voltamos pro hotel num clima tão tenso
    Você queria ir embora pra casa
    Mas como sempre, eu te mostrei o outro lado do medo
    E você me mostrou que gostava de ser notificada

    Não sei quantas vezes te deixei muito triste
    Não sei se comigo foi feliz, ou não
    Não sou exatamente o cara mais fácil que existe
    Mas posso te dizer que para sempre
    Te trarei dentro do meu coração

    Em Porto Alegre nossa vida definitivamente mudou
    Todas as vezes que pisamos na cidade
    Uma paixão que sempre me acompanhou
    E a grande tentação de minha outra metade
    Sei que não devia nunca ter feito aquilo
    Meu pai estava dentro da sua casa
    Não sei exatamente porque fiz aquilo
    Só sei que foi uma puta d’uma cagada
    Você tem toda razão de ficar repetindo
    Porque você manchou a nossa colcha sagrada

    Rio de Janeiro é a sua cidade
    E aquele apartamento para mim é o Leblon
    É tão lindo ver o mato sobre a copa das árvores
    E as amendoeiras encobrindo o chão
    Em plena quarta-feira ir no cinema bem tarde
    Comprar pãozinho quente pro café da manhã
    Com queijo e manteiga na cozinha sentados
    Eu lendo jornal e você falando ao telefone
    Teriamos futuro se eu não fosse um selvagem
    E passeariamos velhinhos em pleno domingo no calçadão

    Não sei quantas vezes te deixei bem triste
    Não sei se comigo foi feliz, ou não
    Não sou extamente o cara mais fácil que existe
    Mas posso te dizer que para sempre
    Te trarei dentro do meu coração

    Em São Paulo eu nasci, eu cresci, eu morrerei
    Cidade feliz, cinza e linda em sua desobediência
    Da Santa Cristina pra Agostinho, Candú
    Da Vila do Itaim, pra Vila Madalena
    Eu acho muito triste ver os rios poluidos
    Eu acho lindo ver o meu time entrando em campo
    Eu acho que nasci procurando o infinito
    E acho que nasci sem muita paciência
    Meus filhos são os cílios que protegem meus olhos
    Sou filho de Cecília e de Zé carlos, já vou indo
    Me dá licença

    Não sei quantas vezes te deixei bem triste
    Não sei se comigo foi feliz, ou não
    Não sou extamente o cara mais fácil que existe
    Mas posso te dizer que para sempre
    Te trarei dentro do meu coraçã

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  12. Ti amo

    Ti amo, ti amo, ti amo, ti amo
    Ti amo, ti amo, ti amo, Uuuuu..

    Lararararara.. larararara..
    Larara.. larara.. Uuuuu!

    Ti amo, ti amo, ti amo, ti amo
    Ti amo, ti amo, ti amo, Uuuuu..

    Lararararara.. larararara..
    Larara.. larara.. Uuuuu!

    Ti amo!

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