Posts
Nando e Sofia para Living Alone Por Equipe Nando Reis
A edição que está nas bancas da revista “Living Alone” tem uma entrevista exclusiva do Nando Reis e da Sofia. Pai e filha falam sobre seu relacionamento e comentam música “Só pra So”.
A gente traz os bastidores da entrevista e da sessão fotos para a revista, dá uma olhada.
A sagrada refeição Por Equipe Nando Reis
Artigo de 5 de novembro de 2009 da Coluna Boleiros do Caderno de Esportes do Estado de São Paulo.
Das qualidades que nunca tive e sempre admirei nos outros, uma das maiores é a calma das pessoas que comem devagar. Sou verdadeiramente intrigado com essa capacidade que têm alguns indivíduos de sentar à mesa e, mesmo com fome, saborear a comida em cada movimento do maxilar.
Mastigar trinta e tantas vezes um bom pedaço de carne, como recomendam os que estudam o assunto; deixar o sabor penetrar nas papilas gustativas da língua em vez de empurrá-lo, como uma besta, goela abaixo. Sou daqueles que comem com pressa. Tenho de me vigiar para não engolir os alimentos e bater uma pratada numa velocidade selvagem. Como almoço muitas vezes sozinho, sem a dispersão de uma prosa, acabo comendo rapidamente, com o pensamento mirando a atividade lá da frente, fazendo da sagrada refeição uma tarefa mecânica.
Sei de tudo que há de mal nesse procedimento. Atrapalha a digestão, compromete a respiração, despreza o momento sublime proporcionado pelo paladar, é quase um desrespeito, não só com a saúde, mas com a boa comida que vem à mesa. E o incrível é que tenho a maior adoração pela hora da refeição. Das coisas que mais sinto falta nessa vida de divorciado é justamente a companhia da família à mesa, especialmente a das crianças. Crianças? Nem todos mais. Dois de meus filhos já estão praticamente criados e quando vejo a janela aberta já os imagino batendo suas asas, alçando vôo. O mais velho esse ano se casa. Vai me dar a benção de uma neta, que já tem prometido o nome de santa: Luzia. Mas haverão sempre de ser bondosos os domingos.
Por isso é que gosto tanto de terça-feira – é o dia que meus filhos passam comigo. Invariavelmente, acabo juntando os quatro (o quinto, que é o mais novo, mora longe, em São Leopoldo). Coisa boa é conversa de filho, risada de filho, piada de filho, até mesmo briga de filho. Se há hora certa para aprender a se colocar numa roda, se defender numa rusga, é justamente no meio dos irmãos onde até as mais rudes asperezas se relativizam, pois não há nada mais saudável do que a fraternal competição. Como os pequenos mamíferos, é em família que se aprende a arrancar o seu bocado. Essa semana foi diferente, devido ao feriado trocamos nossa janta para quarta-feira. E quarta é dia de jogo. E como futebol é uma espécie de prato típico nacional, algo entre a pizza e a feijoada, todo mundo curte, mesmo que haja entre nós a fundamental fratura da dissidência, para que possamos praticar a tolerância. No meio de tantos tricolores, é sempre arejado o ponto de vista de minha querida filha santista.
Então volto a dizer que admiro, quase que invejo, aqueles que sabem comer devagar. Aqueles indivíduos que, diante do prato, ruminam como a vaca que enfeita a paisagem do pasto. Às vezes queria ter nascido camelo, para poder apenas ter o prazer de saborear.
Certa vez, estava em Barcelona – antes de todas essas fobias que andam adoecendo a nossa civilização ávida por cuidar da saúde, esquecida de que a morte também é natural – e na mesa ao lado um casal catalão comia uma paella em meio de uma acalorada discussão. A linda moçoila que ardia o vermelho das bochechas cada vez que arguia, revezava uma bela tragada de tabaco com uma boa colherada de seu pão. Quando cheguei ao restaurante eles já estavam lá; quando pagamos a conta eles continuavam em ação, entre baforadas, garfadas e estridente berreiro.
No domingo assisti a uma partida espetacular: Cruzeiro e Fluminense! Eu acreditava que os mineiros estavam vindo pra realizar o ditado. Mas foram comendo tão devagar que acabaram devorados pelo desespero do faminto tricolor.
CADA SHOW É UM SHOW (Parabéns, Solange!) Por Equipe Nando Reis
Todo músico tem um anjo da guarda junto de si. No caso do Nando – e também dos Infernais e da equipe de produção – é a produtora Solange, que cuida de tudo, até das cobertas, para que nas viagens e nos shows todo mundo se sinta bem e tudo saia como o planejado. No show de Maceió, que aconteceu na véspera do feriado, no dia 31 de outubro, foi aniversário da Solange. Parabéns, Sô!
A paisagem belíssima da cidade e o calor dos fãs na Villa Niquin inspiraram a banda, como pode se ver na agitação de “O Mundo é Bão, Sebastião”. Como diz o Nando no vídeo, ainda na pilha, saindo do palco, “cada show é um show diferente”.
Aí, Maceió, vocês viram um show único. Como são todos.
DOIS ANOS DEPOIS Por Equipe Nando Reis
Artigo de 29 de outubro de 2009 da Coluna Boleiros do Caderno de Esportes do Estado de São Paulo.
Há dois anos uma revelação indesejada descaiu sobre mim com o impacto de uma bomba, com a força invisível de um furacão. Cada um de nós tem seu pequeno baú de segredos, de pensamentos inadequados, de desejos inconfessáveis que respiram o ar rarefeito do sótão da mente incongruente, que só enxergam na luz com extrema dificuldade, pois foram criados na sombra, no canto protegido e esquivo que busca o retiro da escuridão. E não há nada de errado em não querer ser visto por todos o tempo inteiro. Buscar o refresco do recreio do silêncio das vozes alheias, o sossego do afastamento do convívio com os outros, mesmo que seja pelo o átimo de um segundo, pelo instante breve de poucos minutos, pelo degelo desértico da espera dos meses, pelo monólito dos anos seguidos e infinitos, por uma vida inteira… Faz parte. O que há de errado em querermos mudar de lugar, mesmo sem garantias de que venhamos a conseguir? Uma revelação não traz consigo necessariamente a resposta do seu entendimento; não há bula se não há remédio, não há chave onde não há portão.
Curioso é lembrar que justamente há dois anos o Campeonato Brasileiro estava nessa mesma fase, próximo ao desfecho. Lembro bem de um jogo de importância capital que não pude assistir no campo. Prostrado na cama, as imagens do estádio lotado provocaram em mim um sentimento de medo e desolação.
Quando você se sente mal fisicamente é estranho olhar para uma multidão. Ela exacerba o confinamento desse momento excludente, e a relação com o coletivo soa como enfática expulsão. Ao ver todos juntos você se sente como o “menos um”.
Futebol sempre foi para mim uma espécie de aquário onde nadam os peixinhos uniformizados da saúde (que é o esporte) e da euforia (que é alegria coletiva). Quando é algo dramático, explode assim, feito vulcão. Dentro do estádio, tudo que é vivo fica estático quando a memória registra nos livros coloridos dos arquivos o momento mais bonito que é a feitura de um gol. Claro que nem todo gol é bonito, não é lindo feito pintura. Tem gol feio que é querido, mas um gol contra é sempre doloroso, horroroso, indesejável, abominável.
Daniel Piza escreveu aqui há alguns dias que comparar futebol com amor é ridículo. Não acho. Amar é se permitir a ser ridículo, e a gente fica melhor quando não se amarra com tanta contenção. Quanto mais imperfeito, mais humano, mais belo.
Estava ontem vendo futebol pela TV com meu filho Sebastião, de 14 anos. De uns tempos pra cá o futebol entrou em sua vida de um modo muito intenso, poderoso, alucinante. Ocupa sua mente quase o tempo todo. O grande assunto é o São Paulo, os jogos dos adversários, os treinos, as notícias, os programas esportivos, o Campeonato… O futebol, enfim! Falávamos sobre o quão decisivo seria o jogo contra o Internacional e ele segredou com comovente inocência: “Se o São Paulo perder acho que eu vou chorar”. Quando ouvi essa frase fiquei pasmo.
Não sabia como reagir, como responder, o que falar. Me senti meio ridículo de dizer que eu também sentiria vontade de chorar – como já sentira em tantas outras ocasiões -, mas achei que seria ainda mais ridículo dizer que ele não deveria se importar tanto com isso. É bom poder chorar nas derrotas, embora o mundo todo o tempo inteiro esteja nos dizendo que o importante é ser feliz. Ser feliz não é apenas sorrir. Espero hoje estar exultante. Mas dois anos depois, não vou dizer que não tenha sido bom aprender a ruir.
EM SAMPA, FOI SÓ EMOÇÃO Por Equipe Nando Reis
Tocar em São Paulo é meio como disputar clássico em casa. O time entra em campo confiante, conta com a vibração da torcida, e sente a força da responsabilidade da vitória.
Foi assim com o show do Nando e os Infernais no HSBC, no último sábado (24/10). É sempre bom jogar em casa, principalmente com o paizão na primeira fileira, torcendo.
E a gente trouxe um momento muito especial do show, a música “Conta”, que Nando escreveu em homenagem à mãe, Dona Cecília. Dá até para sentir o gole em seco do artista no início da música, a emoção à flor da pele, enquanto no telão aparecem imagens da sua mãe.
Depois, no camarim, foi a hora da comemoração com a família, os amigos e os fãs também. E já tem gente com ingresso comprado para o show do Guarujá, os fãs de carteirinha do Nando e os Infernais. Danúbia e Felipe, vencedores da promoção na comunidade de fãs do Nando no Orkut, ganharam entradas e curtiram muito o show de Sampa.
NANDO FALA DE NANDO – CURITIBA Por Equipe Nando Reis
A gente contou que o Nando deu entrevistas na véspera do show para rádios de Curitiba e fez um pocket show para a TV Mix, lembram?
Então, agora a gente mostra como foi, os momentos mais interessantes do Nando falando do Nando e até sua participação especial no programa “Torcida”, da 91 Rock, depois de o Brasil perder nos pênaltis para Gana no Mundial Sub 20.
Entrevista: Sarah apresenta Nando Reis Por Equipe Nando Reis
“Téo, 23. Sofia, 21. Sebastião, 14. Zoé, 10. Ismael, 3. Essa não é uma chamada escolar e sim a sequência da melhor criação de Nando Reis. Vocação pra ser pai ele diz sempre ter tido e exerce essa função com muito orgulho. Assim como seus ofícios de cantar, tocar e ser um band leader exemplar. Nando os encara de maneira responsável e prazeirosa. Capricocarniano, nascido em 12 de janeiro de 1963, José Fernando Gomes dos Reis, filho de professora de violão e de engenheiro, ganhou seu primeiro violão da avó aos sete anos. Hoje, mais rock’n roll que nunca, está em turnê com o disco “Drês”. No sábado (24) tem show de Nando Reis e os Infernais aqui em São Paulo e eu aproveitei pra trocar uma ideia com meu querido parceiro desde minha época de “Luau MTV”…”
Para ler a entrevista completa no site Colherada Cultural, clique aqui
Nando Reis no Especial “Bossa ao Vivo” Por Equipe Nando Reis
Na próxima segunda-feira, dia 26 de outubro, às 15h, será gravado o especial “Bossa ao vivo”, da rádio Alpha FM, com a participação especial do Nando Reis.
A gravação acontecerá no auditório da Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim, que fica na Av. Magalhães de Castro, 12.000 – Cidade Jardim.
Os lugares são limitados, se você quiser participar envie um email para: ale_mayra@terra.com.br
Mais informações no site da rádio: http://www.alphafm.com.br/
PERGUNTAS INOCENTES Por Equipe Nando Reis
Artigo de 22 de outubro de 2009 da Coluna Boleiros do Caderno de Esportes do Estado de São Paulo.
Se até mesmo uma rosa azul os criadores japoneses já inventaram, por que o Palmeiras não poderia pintar o verde de seu uniforme com a ternura de um azul que tem o tom de um céu de verão? Se um cidadão pacato que mora na Terra transforma uma ida à praia numa viagem a Plutão, por que os centroavantes tricolores não poderiam transformar o caminho das redes num labirinto inescapável, que parece não ter fim? Se a experiência de um homem serve para que ele distinga a afobação da urgência, por que os veteranos da bola não poderiam distinguir a cadência da lentidão?
E por que, ainda, não seriam eles, os tais veteranos da bola, os mais indicados a baixar a velocidade ansiosa dos jovens que jogam o futebol de hoje, pela viagem mercurial da bola que por eles, veteranos, pode ser tão bem passada, que corta o gramado como um foguete voando no espaço sideral sem gravidade e sem cor?
Se os times sabem que num campeonato de pontos corridos todos os pontos valem a mesma coisa, são iguaizinhos no seu valor, por que será que só na reta final eles começam a se preocupar com os pontos que desperdiçaram tanto no início displicente e moroso? Se o pôr do sol é tão lindo e ocorre todos os dias, por que a gente só vê a beleza do pôr do sol quando está longe de casa, seja em férias ou mesmo num simples fim de semana urbano? Se todos os homens são iguais, por que ninguém dá o devido valor pro futebol feminino? Se os times que caem pra série B se reestruturam e corrigem seus erros numa única temporada, por que as torcidas não vibram quando o descenso tem o imenso mérito desse prêmio?
Se todos os times começam com chances idênticas, por que terminam de forma tão díspar e contrastante? Se um homem come rápido demais e assim deixa de saborear o paladar da comida é por que ele está desatento com a necessidade de mastigar os alimentos com calma ou por que ele não sente os efeitos de uma má digestão? E se um homem é capaz de engolir os alimentos sem calma, por que ele então deveria jogar o futebol atual como se jogava nos tempos quando um time de futebol de botão era realmente feito com botões?
Se provavelmente um time vencer todos os jogos que restam e assim, provavelmente se sagrar campeão, por que que então esse time, antes, deixou de vencer tantos jogos, correndo o risco de não ser campeão? Se um atleta brasileiro que é contratado por um time europeu sente tanta falta de feijão, por que ele não usa uma parte de seu salário milionário para estocar o tão desejado grão?
Se no inverno a gente sente mais sono e não quer levantar da cama, por que tanta gente detesta o horário de verão? Se os juízes são escalados em rodízio ou por sorteio para serem mais isentos e imparciais aplicando as regras com distinção e critério, por que os que escalam os juízes não deveriam estar sujeitos aos mesmos critérios de revezamento, sob rigorosa e regular revisão?
Se o Brasil não possui ao menos um único estádio em condições de receber com dignidade e respeito nossos torcedores patrícios, por que foi escolhido para sediar uma Copa que é muito mais exigente por que precisa atender as exigências de seus patrocinadores europeus? Se o Brasil não soube o que fazer com as obras super-hiper-faturadas e, mesmo assim, mal feitas do Pan de 2007, por que o Brasil além de sediar a Copa de 2014 se julga apto também a sediar as Olimpíadas de 2016? Se o ovo não veio antes da galinha, por que acham que a América foi descoberta por Colombo?
E se por fim, houvesse resposta para todas perguntas cretinas, cessaria a necessidade de tanta ilusão?
EM CURITIBA, “SUA IMPOSSÍVEL CHANCE” Por Equipe Nando Reis
Aconteceu de tudo antes, durante e depois do show de Curitiba no último sábado, dia 17/10. A chuva e o frio úmido de 13 graus entrava por dentro dos ossos. O Nando, que veio direto de Manaus, com rápida parada em Ubatuba, nem tinha roupa adequada pra segurar a onda de tanto frio. Mesmo assim, durante a tarde rolaram entrevistas para as rádios, um pocket show exclusivo para a TV Mix e um jantar descontraído com a equipe toda.
Durante a passagem de som, o baixista Cambraia falou do seu sonho impossível. Ele queria mesmo era tocar bateria, e o pai não deixou. Mas como a música tava na veia, foi pro baixo. Não rolou o impossível, mas uma nova chance e deu certo, né?
No show, a temperatura esquentou, rolaram muita improvisação e mudanças no repertório. E a gente aproveitou e registrou “Sua Impossível Chance”, numa performance deliciosa do Nando e Os Infernais.
O show aconteceu no Curitiba Master Hall, lotadaço, com a galera na vibe especial da banda.
E você? Qual é o impossível que você gostaria que tivesse uma chance de rolar? Afinal, como compôs o Nando, “há sempre a pequena chance de o impossível rolar”. Conta pra gente aí nos comentários.
Abaixo, veja o álbum de fotos:







