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O calor no “Noites Cariocas” Por Equipe Nando Reis
Nando Reis e Os Infernais realizaram um show na última sexta-feira, dia 5 de fevereiro, no Sesc Noites Cariocas, inspirada na famosa casa de show dos anos 80 que desceu do Morro da Urca para o Espaço Pier Mauá, no Armazém 4. Dêem uma olhada nas fotos:
Além do calor e da participação do público, rolou a música “Não Vou Me Adaptar”, que vocês conferem no vídeo abaixo:
Gostaram? Qual música vocês gostariam que estivesse na cobertura do próximo show?
ÚLTIMO LANCE Por Equipe Nando Reis
Artigo de 4 de fevereiro de 2010 da Coluna Boleiros do Caderno de Esportes do Estado de São Paulo.
Quarta-feira, 13:45. Acabo de almoçar e me sento para escrever minha coluna. Passei a escrever nesse horário desde que fui transferido para a quinta-feira, e isso já faz algum tempo. Depois de um começo incerto, inseguro, titubeante, quando escrevia com dias de antecedência, a partir de um momento entendi que uma coluna publicada num jornal diário é um elemento químico de rápida transformação, cujo solvente maior é o tempo. E nesse caso, o tempo age rápido demais: em 24 horas o que era atualidade impressa em papel, desaparece, vira nada, cai no esquecimento e é superada pela novidade do outro dia. Sem interesse, para a notícia velha sobra apenas a tarefa de embrulhar cacos de vidro ou de cobrir as escamas prateadas dos peixes.
Hoje sento em meu sofá para escrever minha última coluna nesse Caderno de Esportes do Estadão, onde contribui durante 5 anos e meio como um dos 7 boleiros. Acho até que durei muito tempo – com certeza mais tempo do que imaginava, certamente muito mais tempo do que muita gente gostaria. Não sou um especialista no assunto, não fui jogador, sou simplesmente um torcedor apaixonado e um homem encantado com a magia do futebol. Em tudo que escrevi aqui sempre deixei transparecer meu amor pelo meu time, o São Paulo. Quase que como um princípio, uma tese, preferi exteriorizar essa paixão simplesmente por acreditar que quem gosta de futebol tem amor extremo por seu time de coração e para mim essa é a chave do fascínio que o exerce o futebol. Não tenho dúvida de que muitas vezes fui inaceitavelmente tendencioso e sei que assim irritei muita gente. Para aqueles que se sentiram pessoalmente ofendidos (e não foram poucos nesses anos), peço desculpas, mas acho que não era pra tanto. Ouvi um bocado de queixas de torcedores de outros times, mas também, em não tão poucas ocasiões, pude ler corintianos, palmeirenses, santistas confraternizando comigo e isso sempre foi reconfortante, é possível não ser intolerante com a diferença.
Nesses 5 anos muita coisa aconteceu. O meu São Paulo ganhou mais uma Libertadores, foi novamente Campeão Mundial, e finalmente foi Tri-Campeão Brasileiro. O Brasil chafurdou na Alemanha e agora se prepara para conquistar a África. Um filho nasceu, os outros foram crescendo e agora uma neta está para chegar. Assim a vida vai seguindo, nem sempre trazendo alegria, às vezes sendo cruel com seus revéses fatídicos, irreversíveis, trágicos. Por isso vejo tanta graça nesse esporte. Tudo ali simula a vida, sua beleza, sua energia, sua finitude, sua grandeza, sua fragilidade, sua banalidade medíocre, sua glória e sua miséria. Mas ao mesmo tempo, a relação com o futebol pode ser puramente contemplativa: nos vemos como jogadores, sentimos tudo aqui dentro, mas no fundo, no fundo, é somente um espetáculo. Para nós que não entramos em campo, tudo se resume a um desejo que foi satisfeito ou frustrado. Nosso destino continuará em nossas mãos, pois no dia seguinte o Sol haverá de estar fincado no céu, sempre ali, a nos vigiar.
O portão de madeira, onde eu defendi as bolas chutados por meu irmão, continua estalando e reverberando o som da bola de capotão, mas hoje apenas dentro de minha mente – ele não existe mais. Aquela casa já não nos pertence. Em outras casas morei, e em cada uma delas escrevi parte da minha história. Me despeço hoje de todos que dividiram comigo essa moradia invisível feita de tinta e papel. Aos colegas com quem reparti esse espaço deixo meu abraço e digo que me senti honrado convivendo com tão ilustres vizinhos. E principalmente aos leitores, deixo meus sinceros agradecimentos. À todos, muito obrigado.
MARATONA VIDEOGRAFIA Por Equipe Nando Reis
Na próxima semana, a partir da Segunda-feira (01/02), às 19:00h, a MTV exibe uma maratona de Videografias com vários nomes da música nacional.
De segunda à sexta, a audiência poderá conferir uma banda ou cantor diferente e acompanhar, através de clipes, momentos de suas carreiras. Os vídeos são acompanhados por comentários e histórias contadas por eles mesmos.
Nando Reis apresenta e conversa sobre seus clipes para o público nos dias:
Terça-feira, 02/02, 19h00
Reprises: Sábado, 06/02, às 15h30, e Domingo, 07/02, às 15h30
Enquanto isso, confiram aqui os clipes do Nando Reis e os Infernais:
“Tom ímpar em um ano par” – Tom Jazz, São Paulo Por Equipe Nando Reis
Nos dias 21 e 22, o Nando Reis fez um show solo, só com voz e violão, no Tom Jazz, em São Paulo.
Fizemos a cobertura do show do dia 21, com uma breve conversa com o Nando, sobre a virada e o começo de 2010, com diversos shows em diversos lugares no mês de Janeiro, e o caos do verão, principalmente em São Paulo.
A música é “O segundo Sol”, dá uma olhada:
PROJETO FÉRIAS NO CEARÁ – FORTALEZA E CRATO Por Equipe Nando Reis
Como prometido, neste post colocamos o segundo vídeo que fizemos acompanhando o Nando Reis e os Infernais no Projeto Férias no Ceará.
Desta vez, registramos os bastidores, shows, sessão de autógrafos e depoimentos no caminho de Fortaleza até Crato, com as músicas “Livre como um Deus” e “Dessa vez”. E o show Fortaleza, no Parque do Cocó, juntou 20 mil pessoas, que além do show curtiram também o aniversário da backing vocal Micheline!
É isso aí, mais agitação no coração do Ceará!”
Projeto Férias no Ceará – Crateús e Guaramiranga Por Equipe Nando Reis
Dos dias 14 a 17 de janeiro, o Nando Reis e os Infernais participaram do Projeto Férias no Ceará, com shows gratuitos em Crateús, Guaramiranga, Fortaleza e Crato.
Foi um verdadeiro tour pelo Nordeste pra agitar o Ceará.
A gente acompanhou toda a “turnê” com a banda e a equipe de produção e registramos momentos preciosos pro site. Fizemos dois vídeos com cenas de bastidores, de show, da montagem do palco e muito mais.
Neste primeiro, estão os shows de Crateús e Guaramiranga que reuniram 15 mil pessoas, com destaque para as músicas “Mosaico Abstrato” e “Frevo Mulher”.
Uma agitação no coração do Ceará.
CALOR INFERNAL Por Equipe Nando Reis
Artigo de 21 de janeiro de 2010 da Coluna Boleiros do Caderno de Esportes do Estado de São Paulo.
E o calor assola o asfalto derretido e preto como as nuvens que espiam do alto do arco do espaço infinito, congestionando o céu no intenso tráfego de seus carneiros de água escurecidos, nesse Janeiro que já entra em seu terço final e conclusivo. Agora volta o futebol na quarta e na quinta, no sábado e no domingo.
Campeonato Regional é sempre um estouro em tiro de festim – faz barulho mas não fura a casca da couraça. Não mata a sede inesgotável por vitória, vitórias e mais vitórias, mas refresca o suadouro de quem passa o dia esquentando os miolos num ônibus lotado, no desperdício da vida que vai escoando na lida perdida escorrendo no balde pingando gota à gota, de hora em hora; em tempo morto que come o trânsito incessante, em sono do corpo que não foi recomposto sem o reforço do descanso da noite bem dormida, quando ela grita por algazarra e acende com o farol dos olhos brancos enlouquecidos o breu da madrugada.
Calor sufocante esse de Janeiro que já levantou seu estandarte tenebroso de terror e medo no atentado que matou gente da delegação de Togo. Como um tersol que entope os dutos por onde as lágrimas escorrem para assim poderem limpar os olhos, um tiro fatal escurece a vista na brutal estupidez de qualquer vida interrompida. Como começar assim? Quem clama por Justiça pode achar que a morte é o preço a ser pago quando falta a luz da providência divina? E, se a gente for pensar no que é desgraça, desgraça não é somente a natureza revirando a Terra em cada abalo sísmico – desgraça é a miséria e a pobreza em que esse mundo corrupto afundou o Haiti. Sinto muito.
Infernal calor esse que infesta essa cidade, mas talvez não seja tão quente como o fogo que incendiou o Pacaembu que ontem ficou lotado: arquibancada, tobogã, numeradas cobertas, descobertas, setores especiais, tudo, tudo, tudo… o estádio todo tomado para ver o primeiro episódio da segunda temporada alvinegra do queridíssimo Ronaldo, assim como o primeiro capítulo na novela que estreia tendo como protagonista redivivo o nosso conhecidíssimo Roberto Carlos. No ano de seu centenário o Corinthians aposta todas as suas fichas no talento de quem já tem experiência suficiente para mostrar apenas a técnica de fazer a bola rolar sem precisar suar as pernas ou passando sebo das canelas.
Calor tórrido que corrói a disposição, deixa a leseira tomar conta de toda a gente de sopetão, entra a lerdeza dentro do ânimo sem explosão, como vulcão de marcha ré, as lavas escorrem pra dentro: porém, cofre sem lastro não para em pé. Mas mesmo nesse forno veranil talvez uma grande fria tenha soprado sua brisa na carreira de Jobson: dois anos de gancho! Difícil de aguentar sem soçobrar, principalmente assim, quando a vida profissional só tá começando. Mas Dodô está aí, de volta, pra mostrar que o futebol, pra quem sabe jogar, nunca faz sumir. Dodô é um grande exemplo, é um daqueles jogadores que só sabem fazer gol de categoria. Bom retorno, camarada!
E pra finalizar: mesmo pra quem já botou na cabeça a ideia do time que vai levantar os Campeonatos regionais a partir dos resultados da primeira rodada; pra quem já tá fazendo bolão pra apontar quem vai faturar a Copa do Mundo da África; pra quem já terminou a recuperação e também pra quem já comprou material escolar; pra quem já gastou o refresco e o descanso das férias e já se sente cansado e mal-humorado; pra quem ainda não entrou no ritmo alucinante dessa cidade e não sacou que o trânsito já tá insuportável; pra quem tá no litoral ou ainda esquiando nos Alpes… só dá pra dizer uma coisa: 2010 começou quente!
Ingressos esgotados, mas nem tudo está perdido! Por Equipe Nando Reis
Ihh, os ingressos para os shows do Nando Reis já estão esgotados!
Mas quem não conseguiu estar presente nos shows de amanhã e quinta, dias 20 e 21, não precisa ficar (tão) triste.
É que nós do site do Nando vamos cobrir o show ao vivo dia 21, quinta-feira, com vídeo e fotos através das ferramentas Twittcam e Flickr e você pode acompanhar também tudo pelo Twitter do Nando.
Você já conhece essas ferramentas? Não? Basta clicar no link de cada uma delas e fazer seu cadastro.
Bom show!
PRIMEIRO Por Equipe Nando Reis
Artigo de 14 de janeiro de 2010 da Coluna Boleiros do Caderno de Esportes do Estado de São Paulo.
Todo ano novo, quando começa, parece trazer como insinuação ou incógnita dentro da cesta de suas possibilidades a sugestiva inclinação de poder privilegiar (finalmente!) mais o prazer e a satisfação que a frustração e o rancor. Viver é essencialmente um ato de fé, de crença, de invenção. Seja essa vida modesta ou ambiciosa, ela é sempre uma ação que escreve como sonho ou desejo os nossos propósitos, as nossas estimativas, esperanças, desconfianças, cuidados, atrevimentos, imperfeições decalcadas em azulejos assentados nas paredes imensas de um grande salão de beleza, onde nos barbeamos ou penteamos os cabelos de acordo com o que Deus deixou a nosso dispor. Gosto de janeiro por isso, acho que janeiro é um mês vogal, aberto, inaugural e, confesso, tem a graça de ser o mês em que comemoro a data do meu nascimento.
Entendo melhor as coisas quando elas estão dispostas em linha, em fila.
Acho que devo isso à minha avó Judith, que me impregnou com o gosto de comprar coleções em fascículos. Tenho o temperamento do colecionador, daquele a quem agrada ver as coisas agrupadas por gênero, por cor, por algum critério que ordene e enfatize as características particulares multiplicadas por associação, repetição, graduação, ão e ão e ão….
É um ano novo esse que começa, fresco nas suas tinturas úmidas e recém-pintadas. Ainda sobraram nos cantos de parede os balões já murchos que enfeitaram a festa de réveillon. O espocar dos fogos há muito já sossegou, duas segundas feiras seguidas já carimbaram com o selo das tarefas ordinárias a vida de quem permaneceu na cidade a cumprir seus compromissos. Longe da beira do mar, os pés suados sonham com o refresco das marolas verdejantes.
2010 é ano de Copa do Mundo e, como tal, faz parte daquele seleto grupo de anos que são aguardados com ansiedade especial. Tem gente que já sabe até os dias em que ocorrerão os jogos do Brasil, pois esses são os dias em que ninguém trabalha. Daqui a pouco os televisores vão sumir das prateleiras das lojas de eletrodomésticos e as campanhas publicitárias ficarão insuportavelmente bicolores: tudo fica verde-amarelo.
Tenho memórias incríveis de certas Copas, algumas desbotadas e imprecisas, outras vívidas na intensidade de seu sabor. A mais remota é a de 70: uma chopada na casa de meu tio-avô Carlos, a imagem esmaecida dos adultos sambando, a primeira noção de que o futebol é agregador.
Em 74, nos mudamos para o Butantã, quando tivemos nossa primeira televisão colorida. Nos intervalos dos jogos, descíamos para bater bola no campinho de terra na frente de casa. 78 foi a Copa da adolescência, assistia futebol sozinho durante as tardes tediosas. 82, foi o desastre de Sarriá, a primeira vez que chorei por causa do futebol. Em 86, nascia meu primeiro filho: a cada gol da Seleção ia correndo acudir o bebê assustado com o barulho dos rojões.
De 90 não me lembro de quase nada, a não ser do gol do Caniggia; 94 comentei os jogos do Brasil com o Marcelo e o Casagrande para uma mesa-redonda na MTV; eu, que implicava solenemente com aquela seleção do Parreira, tive de me render aos incontestáveis benefícios do futebol pragmático. 98 estava em Carazinho, na casa de amigos – me lembro da perplexidade depois da surra para os franceses, estampada no rosto de todos os que lotavam a pizzaria silenciosa, 2002 foi uma vitória deliciosa, com comemoração idem, a casa cheia de filhos, de amigos. 2006 foi uma espécie de estonteante frustração. A ressaca da desclassificação bisonha custou a passar.
Bem….em 2010, entramos novamente como franco favoritismo. E eu, realmente, estou pensando onde vou colocar a nova televisão.
Parabéns, Nando Reis! Por Equipe Nando Reis
Hoje, dia 12 de janeiro, é aniversário do Nando, nosso grande artista, músico, compositor, amigo, pai, são paulino e tanto mais.
Nós da equipe online “infernal” do músico, desejamos ao Nando um super aniversário, e que o próximo ano seja de muito sucesso, muitos shows, muita música, alegria e grandes boas novidades.
E convidamos você pra fazer o mesmo, que tal? Você que é fã do Nando, pode mandar seu recado de parabéns nos comentários do blog, e se quiser preparar alguma mensagem especial, vídeos, fotos e outros tipos de felicitações neste dia especial para o Nando, é só soltar a imaginação e enviar para o e-mail nandoreis@grudaemmim.com.br









